31/03/09

ERA ASSIM NO SÉCULO XVI

PENSAMENTOS DE ONTEM 

Nada deve ser mais importante nem mais desejável (…) do que preservar a boa disposição dos professores (…). É nisso que reside o maior segredo do bom funcionamento das escolas (…).”

Com amargura de espírito, os professores não poderão prestar um bom serviço, nem responder convenientemente às [suas] obrigações.”

Recomenda-se a todos os professores um dia de repouso semanal: “A solicitude por parte dos superiores anima muito os súbditos e reconforta-os no trabalho.”

Quando um professor desempenha o seu ministério com zelo e diligência, não seja esse o pretexto para o sobrecarregar ainda mais e o manter por mais tempo naquele encargo. De outro modo os professores começarão a desempenhar os seus deveres com mais indiferença e negligência, para que não lhes suceda o mesmo.”

Incentivar e valorizar a sua produção literária: porque “a honra eleva as artes.”

Em meses alternados, pelo menos, o reitor deverá chamar os professores (…) e perguntar-lhes-á, com benevolência, se lhes falta alguma coisa, se algo os impede de avançar nos estudos e outras coisas do género. Isto se aplique não só com todos os professores em geral, nas reuniões habituais, mas também com cada um em particular, a fim de que o reitor possa dar-lhes mais livremente sinais da sua benevolência, e eles próprios possam confessar as suas necessidades, com maior liberdade e confiança. Todas estas coisas concorrem grandemente para o amor e a união dos mestres com o seu superior. Além disso, o superior tem assim possibilidade de fazer com maior proveito algum reparo aos professores, se disso houver necessidade.”

"I. 22. Para as letras, preparem-se professores de excelência

Para conservar (…) um bom nível de conhecimento de letras e de humanidades, e para assegurar como que uma escola de mestres, o provincial deverá garantir a existência de pelo menos dois ou três indivíduos que se distingam notoriamente em matéria de letras e de eloquência. Para que assim seja, alguns dos que revelarem maior aptidão ou inclinação para estes estudos serão designados pelo provincial para se dedicarem imediatamente àquelas matérias – desde que já possuam, nas restantes disciplinas, uma formação que se considere adequada. Com o seu trabalho e dedicação, poder-se-á manter e perpetuar como que uma espécie de viveiro para uma estirpe de bons professores.

II. 20. Manter o entusiasmo dos professores

O reitor terá o cuidado de estimular o entusiasmo dos professores com diligência e com religiosa afeição. Evite que eles sejam demasiado sobrecarregados pelos trabalhos domésticos."

Ratio Studiorum da Companhia de Jesus (1599)."

___________________________________________

No Século XVI, pensava - se verdadeiramente num ensino de qualidade. Os Professores, principais actores nesse meio, tinham que estar devidamente motivados, para que pudessem transmitir,  objectivamente,  os seus ensinamentos ao seus alunos. 

27/03/09

SEMANÁRIO "SOL" EM ANGOLA NO DIA 28 DE MARÇO

Semanário Sol à venda em Angola a partir de sábado
Fonte: Agência Lusa - Editado por AD   
Sexta, 27 Março 2009
ImageO semanário Sol começa a ser distribuído em Angola no sábado, uma semana depois do final do processo de compra da maioria do capital do jornal pelo grupo de media luso-angolano Newshold, disse à Lusa o director. Ler Notícia

24/03/09

GASTRONOMIA DE MACAU

O Museu do Oriente vai servir comida Macaense no seu restaurante. 

Seguramente que irá divulgar a Gastronomia daquele Território Chinês.

23/03/09

O PAPA E OS DIREITOS DAS MULHERES EM ANGOLA

Papa em Angola: "Direitos das mulheres devem ser protegidos"
Fonte: Lusa - Editado por AD   
Monday, 23 March 2009
ImageO Papa defendeu domingo em Luanda que os direitos das mulheres devem ser "afirmados e protegidos", inclusivamente "através de instrumentos legais" onde isso se "revelar necessário", atribuindo, no entanto, um papel específico à mulher na sociedade.
Última Actualização ( Monday, 23 March 2009 )
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DE BEIJÓS > A ANGOLA NA HORA DA DESPEDIDA DO PAPA

Centenas de pessoas despedem-se do Papa em Angola
Fonte: Expresso - Editado por AD   
Monday, 23 March 2009
ImageO Papa celebrou esta segunda-feira de manhã uma missa privada na capela da Nunciatura Apostólica. Bento XVI falou aos angolanos antes de partir para Roma. Largas centenas de pessoas estiveram nas imediações do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro para saudar o Papa, que abandonou o país às 11h00 após uma visita oficial de quatro dias.
Última Actualização ( Monday, 23 March 2009 )
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21/03/09

BEIJÓS E A VISITA PAPAL A ANGOLA II

Bento XVI insta classe dirigente a pôr fim à corrupção
Fonte: Lusa/RTP- Editado por AD   
Saturday, 21 March 2009
ImageO Papa Bento XVI fez na tarde de sexta-feira um apelo à classe dirigente africana para "acabar de uma vez por todas com a corrupção". Foi no Palácio Presidencial de Luanda, perante o corpo diplomático e as autoridades políticas e civis, que o Chefe da Igreja Católica entregou vários recados aos governantes angolanos, a quem instou a aproveitarem uma paz que "começou a lançar raízes".
Última Actualização ( Friday, 20 March 2009 )
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20/03/09

BEIJÓS E A VISITA PAPAL A ANGOLA

Papa lembra desigualdades sociais em Angola
Fonte: Público - Editado por AD   
Sexta, 20 Março 2009
ImageO Papa Bento XVI lembrou esta sexta-feira, em Luanda, que as riquezas “materiais e espirituais” de Angola” devem ser mais bem distribuídas pelos seus habitantes e que o país deve usar o seu poder para ajudar a construir uma África mais solidária. Ler Notícia

13/03/09

PORTUGAL E ANGOLA PROCURAM SEGUIR EM FRENTE DE MÃO DADA

Imprensa angolana detalha "sucesso" da visita de Eduardo dos Santos a Portugal
Fonte: Lusa - Editado por AD   
Quarta, 11 Março 2009
ImageA comunicação social angolana destaca esta quarta-feira a visita do Presidente José Eduardo Santos a Portugal, sublinhando o que afirma ser o bom entendimento daquilo que os dois Presidentes pretendem para o futuro das relações entre Luanda e Lisboa. Ler Notícia

09/03/09

DE BEIJÓS > A ANGOLA - Investimento Português

Investimento português em Angola triplica
Fonte: Jornal de Negócios - Editado por AD   
Sexta, 06 Março 2009
ImageO investimento português em Angola atingiu os 620 milhões de dólares (49 milhões de euros) em 2008, quase triplicando face os 230 milhões de dólares (183 milhões de euros) registados em 2007. Ler Notícia

27/02/09

DE BEIJÓS > A ANGOLA - BANCO PRIVADO ATLÂNICO (BPA) Terá sede em Lisboa

Angolano BPA autorizado a ter sucursal europeia em Lisboa
Fonte: Diário Digital/Lusa- Editado por AD   
Sexta, 27 Fevereiro 2009
ImageAs autoridades portuguesas autorizaram a constituição do Banco Privado Atlântico (BPA) Europa, que terá sede em Lisboa, anunciou esta quinta-feira o Banco de Portugal.

23/02/09

PORTUGAL E ITÁLIA > COMBINAÇÃO PERFEITA

Muito bom ver produtos da União Europeia de diferentes países a serem promovidos em conjunto:
> Vinho do Porto > Portugal; 
> Presunto de Parma > Itália; 
Vejamos: 
"Vinho do Porto junta-se ao presunto de Parma

Aliança europeia combina vinho do Porto, presunto de Parma, queijo parmigiano-reggiano e vinhos da Borgonha para proteger designações comunitárias.

O Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) vai participar numa iniciativa comunitária para promover a "Excelência Europeia" através de produtos como os vinhos do Douro e Porto e da Borgonha, o presunto de Parma e o queijo parmigiano-regianno. "Discover the Origin" é o lema desta acção que convida os europeus a descobrirem as origens dos seus produtos e a valorizarem as designações comunitárias, combinando, num mesmo cabaz, diferentes produtos de países da UE, com características específicas associadas às suas origens geográficas e com uma herança cultural própria. A primeira iniciativa arranca esta semana, no Reino Unido, com apresentações das regiões e provas dos produtos. A acção tem três alvos definidos: consumidores com rendimentos elevados, residentes em áreas metropolitanas e "gourmets" entre os 30 e os 45 anos, distribuidores de comida e vinhos e líderes de opinião. Para a promoção deste cabaz de "Excelência Europeia" serão privilegiadas feiras de vinhos e gourmet, seminários em escolas, concursos, internet, visitas de jornalistas às regiões envolvidas no projecto, e publicações de livros e publi-reportagens. Para o IVDP, este projecto insere-se na estratégia desenvolvida nos últimos anos para defender as designações de origem Porto e Douro, como a participação no Center of Wine Origins, nos Estados Unidos, em parceria com as principais regiões vitivinícolas do mundo. Em 2008, a comercialização de vinho do Porto teve o seu pior ano da década, com as vendas a caírem 7%, para os 380 milhões de euros, as exportações em baixa e o preço médio por litro a descer dos 4,29 euros para os 4,26 euros.

 

 

Expresso | 16-01-2009"

 

22/02/09

CARNAVAL EM GOA - ÍNDIA

O carnaval é festejado um pouco por todo o Mundo. 

Em Goa também se festeja. 
Vejamos como ainda são tocadas e relembradas algumas músicas Portuguesas. 

20/02/09

DE BEIJÓS... A ANGOLA - Emprego

Angola lidera oferta de emprego
Fonte: Jornal de Notícias - Editado por AD   
Segunda, 16 Fevereiro 2009
ImageA 14.ª Feira de Emprego e Formação de Lisboa, que decorreu este fim-de-semana, foi dominada pela oferta de emprego para Angola, com mil vagas. O alvo não são os portugueses, mas sim os angolanos com curso superior português.

12/02/09

DE BEIJÓS > ÀS ILHAS DA BRUMA

Ilhas de Bruma  Autor: José Ferreira Ainda sinto os pés no terreiro Onde os meus avós bailavam o pezinho A bela Aurora e a Sapateia É que nas veias corre-me basalto negro E na lembrança vulcões e terramotos Por isso é que eu sou das ilhas de bruma Onde as gaivotas vão beijar a terra  Se no falar trago a dolência das ondas O olhar é a doçura das lagoas É que trago a ternura das hortênsias No coração a ardência das caldeiras. Por isso é que eu sou das ilhas de bruma Onde as gaivotas vão beijar a terra

Trago longe a saudade esta amargura

Só o vento ecoa mundos na lonjura,

Mas trago o mar imenso no meu peito

E tanto verde a indicar-me a esperança. 

Por isso é que eu sou das ilhas de bruma Onde as gaivotas vão beijar a terra

É que nas veias corre-me basalto negro No coração a ardência das caldeiras O mar imenso me enche a alma E tenho verde, tanto verde a indicar-me a esperança.

Como é bom viajar de Beijós às Ilhas de Bruma, para recordar aqueles momentos inesquecíveis, que outrora vivemos...

Eu sou das Ilhas de Bruma

Para a Azoriana

 

 

ILHAS DE BRUMA

 

Ainda sinto os pés no terreiro

Em que meus avós bailhavam o pezinho,

A bela aurora e a sapateia

É que nas veias corre-me basalto negro

E na lembrança vulcões e terramotos.

 

Por isso é que eu sou das ilhas de bruma

Onde as gaivotas vão beijar a terra

Por isso é que eu sou das ilhas de bruma

Onde as gaivotas vão beijar a terra.

 

Se no falar, trago a dolência das ondas

O olhar é a doçura das lagoas

É que trago a ternura das hortênsias

No coração a ardência das caldeiras.

 

Trago o roxo, a saudade, esta amargura

Só o vento ecoa mundos na lonjura

Mas trago o mar imenso no meu peito

E tanto verde a indicar-me a esperança.

 

É que nas veias corre-me basalto negro

No coração a ardência das caldeiras

O mar imenso me enche a alma

Tenho verde, tanto verde, tanta esperança.

 

Letra e música: Manuel Medeiros Ferreira

Intérpretes: Paulo Andrade, Susana Coelho,

José Ferreira, Luís Gil Bettencourt

Álbum: “7 ANOS DE MÚSICA

07/02/09

DE BEIJÓS A ANGOLA - Negócios da Galp

Galp negoceia entrada em novo projecto de gás em AngolaImprimirE-mail
Fonte: Agência Financeira - Editado por AD   
Friday, 06 February 2009
ImageA Galp está em negociações para entrar num projecto de liquefacção de gás natural em Angola à semelhança do que já está a fazer na Venezuela. O "chairman" da petrolífera acaba de confirmar a existência de conversações para este projecto sem avançar com mais detalhes.
À margem do debate sobre "Energia: Propostas para Portugal", Murteira Nabo revelou aos jornalistas que a Galp está muito empenhada em diversificar as fontes de abastecimento de gás e está à procura de novas oportunidades no Médio Oriente e Angola, além dos projectos que já tem para a Venezuela e Guiné Equatorial.

31/01/09

DE BEIJÓS > A ANGOLA - Portugal continua a apostar em Angola

Portugal mantém aposta no mercado angolanoImprimirE-mail
Fonte: Lusa - Editado por AD   
Friday, 30 January 2009
Image"Mesmo num cenário de abrandamento económico, Angola é um país em reconstrução e necessita de parcerias em todos os sectores e níveis de investimento. Por isso continua a ser uma forte aposta para as empresas portuguesas", disse o presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Basílio Horta.
O responsável falava um dia depois de a Lusa ter divulgado um relatório do economista chefe do Banco Mundial em Angola, Ricardo Gazel, que traça um cenário de uma eventual contracção da economia angolana em 2009, pela primeira vez nos últimos anos, devido ao recuo "dramático" das receitas petrolíferas. Contudo, Basílio Horta desvaloriza o cenário macroeconómico e lembra que Angola tem sido um mercado com uma evolução muito rápida e com necessidades crescentes não apenas nas áreas de negócio mais tradicionais de bens e serviços, mas também nas áreas mais tecnológicas, como as tecnologias de informação, as biotecnologias e as farmacêuticas. "Uma coisa é certa. Os países mais bem posicionados em termos competitivos e com capacidade produtiva vão conseguir resistir e vão obter ganhos substanciais quando a crise abrandar. É aqui que reside a responsabilidade da AICEP para com as empresas portuguesas e, em particular, as Pequenas e Médias Empresas: fazer com que desenvolvam mais e melhores negócios em Angola, mesmo num contexto de relativa contracção da economia provocada pela crise global que se repercutirá necessariamente em Angola", sublinhou. Basílio Horta salientou ainda que as relações entre Portugal e Angola devem ser vistas "num contexto dinâmico" e frisou o "crescente interesse dos empresários angolanos por Portugal, em áreas como a energia, a banca, o imobiliário e o turismo", considerando-o "um bom sinal". "As exportações portuguesas para Angola têm aumentado cerca de 32 por cento ao ano. Por outro lado, o investimento angolano no país, em 2008, foi três vezes superior ao de 2007. A economia angolana, impulsionada pelos activos excedentes provenientes da actividade petrolífera, mostra que privilegia cada vez mais Portugal para a sua internacionalização e reforça as participações accionistas em empresas portuguesas", disse. No entanto, o relatório de Janeiro do economista do Banco Mundial refere que a quebra nominal do PIB angolano pode atingir os 17 por cento em relação a 2008, com a média anual do preço do petróleo a 50 dólares e o sector não-petrolífero a crescer a 10 por cento ao ano, e 23 por cento num cenário do barril a 40 dólares. Mas apesar de reconhecer que o preço do petróleo é incerto, Basílio Horta lembrou que "o governo angolano estimou, no seu orçamento para 2009, um preço médio de 55 dólares/barril, o que não será provavelmente difícil de atingir nos próximos meses". "Claro que a noção de que haverá um abrandamento no crescimento do PIB é percepcionada por todos em Angola, especialmente no PIB petrolífero. Contudo, o futuro da economia angolana depende muito mais da diversificação de sectores económicos. É de notar que mesmo neste ambiente de crise, o governo prevê um crescimento de 16 por cento no PIB não petrolífero: quantas economias podem, em 2009, dizer o mesmo?", questionou. Certo é que, para Basílio Horta, os angolanos estão "numa fase de internacionalização" da sua economia, "mesmo considerando a anunciada redução do valor do barril de petróleo".

28/01/09

DE BEIJÓS > AO ORIENTE - Palestras

"(...)

6 Fevereiro

OS ESCRITORES E O ORIENTE

Ciclo de palestras

 

Coordenação: Serafina Martins (Professora Auxiliar da Faculdade de

Letras da Universidade de Lisboa e coordenadora do projecto de 

dicionário do orientalismo literário português)

 

PISO 4 SALA NOVA DELI/BEIJING

Datas: 6 e 20 Fevereiro, 6 e 20 Março e 3 e 17 Abril

Horário: 18.00 às 19.00

ENTRADA LIVRE

 

6 Fevereiro: João Aguiar

20 Fevereiro: José Pedro Castanheira

6 Março: Jacinto Lucas Pires

20 Março: Marcello Duarte Mathias

3 Abril: Gil de Carvalho

 

O interesse da sociedade portuguesa pelo Oriente, em particular pelo

Extremo Oriente, é hoje cada vez maior, desde logo nos estudos 

universitários – veja-se o sucesso da licenciatura em Línguas e 

Culturas Orientais da Universidade do Minho, bem como a entrada em 

funcionamento, neste ano lectivo, de uma licenciatura em Estudos Asiáticos,

na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Pense-se também no entusiasmo com que o público português recebeu 

o Museu do Oriente.

 

Estas razões, entre outras, justificam que a Fundação Oriente organize

um conjunto de palestras a cargo de escritores portugueses 

contemporâneos e dirigido a um público abrangente. Havendo

também o objectivo de divulgar a ligação de Portugal ao Oriente 

através da literatura, considera-se adequado promover essa divulgação 

ouvindo o que os próprios escritores têm a dizer,

por exemplo, sobre as viagens que fizeram, as leituras que os

influenciaram, o processo de criação, a imagem do Oriente que 

construíram. A sua faceta orientalista é diversificada – alguns por 

conhecimento directo do espaço e cultura orientais, outros por 

via literária e histórica, como sucede nos autores que se 

interessam pelos Descobrimentos ou por uma tradição,

 relativa à diáspora portuguesa, iniciada com  Os Lusíadas."

 

25/01/09

DE BEIJÓS > A ANGOLA - 433º Anos da fundação da cidade de Luanda

Luanda foi fundada há 433 anos Jornal de AngolaImprimirE-mail
Fonte: Jornal de Angola - Editado por AD   
Monday, 26 January 2009
Image
> Luanda 
A população de Luanda celebrou este domingo o 433.º aniversário da fundação da cidade. 
A sua história secular está associada aos musseques, que são bairros pobres, de casas 
construídas à base de madeira ou pau e barro, habitadas por gente humilde.
Artur Pestana “Pepetela”, antigo docente da cadeira de Sociologia Urbana, 
na Faculdade de Arquitectura, da Universidade Agostinho Neto, explicou ao 
jornal de Angola a origem dos musseques. Falou dos comerciantes portugueses que neles habitavam, também 
conhecidos por “fubeiros” e sobre o racismo na antiga Luanda. 
“O Bairro Operário não nasce como musseque. Foi o primeiro bairro urbanizado 
em Luanda, construído pela Câmara”, revelou. Segundo o académico, os musseques surgiram no tempo colonial, 
por volta do século XIX. O termo quer dizer “areia vermelha”, 
mas do ponto de vista sociológico mostrava a exclusão social, 
fundamentalmente da população africana em relação ao centro da cidade.
Nessa altura, Luanda era composta essencialmente pela Cidade Alta,
desde a Fortaleza de S. Miguel ao Hospital Josina Machel.
Nesse corredor estavam instituições do governo, igrejas e casas de 
funcionários superiores da administração colonial. A Cidade Alta era uma 
zona habitada pelo poder político, militar e religioso. A Cidade Baixa compreendia a zona dos Coqueiros, passando 
pela Baía até à Estação do Bungo, isto ainda no século XIX. E é nesta 
época que quase tudo começa em relação aos musseques.
Aproveitando-se de uma epidemia que houve na cidade entre 
1870 e 1880, o governo decretou o derrube de uma série de cubatas
que existiam no Bairro dos Coqueiros. Artur Pestana “Pepetela” 
diz que não consegue precisar se a peste se tratava de surto 
de cólera ou outra doença. Na época da escravatura os donos de escravos mantinham-nos 
próximos de si, nos quintais de suas casas, para melhor controlarem
os trabalhos forçados. Terminado o regime de escravatura já não 
era necessário que os antigos escravos continuassem a morar 
perto dos antigos donos. Mas muitas cubatas continuavam a existir.
O pretexto encontrado para acabar com elas foi a epidemia. Diziam 
que a peste provinha das cubatas que albergavam escravos nos 
Coqueiros. Assim, parte das cubatas foram queimadas e a população 
que nelas residia foi obrigada a subir para a zona acima da Igreja do 
Carmo, que era o limite da cidade.
“Cria-se então o Bairro da Ingombota, que é o primeiro musseque de Luanda. 
Foi nessa altura, pela primeira vez, que uma parte da população foi empurrada 
para a periferia, onde até existiam animais ferozes como leões”, 
esclarece o sociólogo. Foi nesta altura que apareceu o termo musseque, onde 
passaram a residir aqueles que eram os marginalizados da sociedade colonial.
No século XX, mais propriamente em 1922, é aberta a Rua Brito Godins 
(Avenida Lenine), que sai do Largo do Kinaxixi, passa pela escola 
 Mutu-ya-Kevela, antigo Liceu Salvador Correia e termina na Maianga.
Esta rua passou a ser a fronteira entre a cidade e o musseque. 
 Artur Pestana diz que nessa época a Ingombota passa a estar 
integrada na cidade. O Maculusso era musseque. Havia nessa zona, 
até 1940, o musseque Braga, onde hoje é o Mutu-ya-Kevela e o chamado 
bairro do Café.
Os bairros periféricos eram chamados musseques, independentemente do tipo 
de construção. Geralmente, eram erguidos à base de areia vermelha com ramos de
palmeira entrelaçados. A última fronteira do tempo colonial é a Rua Senado
da Câmara, que aglomera  a conhecida vala de drenagem da Cidadela 
Desportiva e vai até às barrocas da Boavista.  “Estamos no ano de 1950. 
Na altura, começa-se a construir o Bairro Popular, mas não 
como musseque”. Nível de vida fonte de racismo O sociólogo Artur Pestana afirma que nunca houve uma discriminação
racial absoluta na era colonial. Tratava-se, sim, de uma discriminação de
classes, sobretudo nos rendimentos. Havia famílias africanas que
viviam na cidade e europeus que residiam nos musseques, sobretudo 
os comerciantes. “Não era como na África do Sul, onde o apartheid 
incidia o seu peso na raça da pessoa”.
Prova disso, diz, é o caso dos comerciantes portugueses que viviam nos
musseques, cujas lojas eram compartimentos da casa que habitavam e eram 
apelidados de fubeiros, porque vendiam fuba, um termo na época ofensivo,
abusivo, humilhante. “Teu pai é fubeiro”, é assim que muitos filhos de 
comerciantes eram insultados.
Alguns comerciantes, diz Artur Pestana, podiam até acumular certa riqueza 
em função dos rendimentos das lojas, mas por residirem nos musseques 
em conjunto com populações africanas eram considerados pobres. “Mas, repito, 
não era um apartheid. Era uma discriminação, condições de vida, cultura, como 
o acesso à escola”. Artur Pestana lembra que Mário António de Oliveira, um grande estudioso da 
Luanda do século XIX, fez um estudo sobre a cidade. Conseguiu 
estatísticas das suas escolas e mostra que a maioria dos alunos eram 
mestiços ou negros, ao passo que a minoria era branca.
A situação inverteu-se no século XX. “Já era uma fase diferente”, 
diz o sociólogo. A proporção de brancos era cada vez maior em
relação aos negros. “Não era uma situação oficial, mas era mais 
difícil, porque se criavam certas dificuldades afastando os africanos 
do centro para a periferia onde havia poucas escolas”.
Em termos de percentagem de crianças em idade escolar e na escola, 
há um decréscimo no século XX em relação ao XIX, relativo às crianças
negras e mestiças. “Os dados, as estatísticas existem e estão aí...”.
No princípio do século XX, mais precisamente em 1910, quando foi instaurada a 
República em Portugal, aumentou a discriminação racial em Angola, mas devia 
ser o contrário, afirma o sociólogo. O problema não residia no regime em Portugal, 
mas no colonialismo, afirma. “Só mais tarde se percebeu que se devia atacar o 
sistema colonial”.
Última Actualização ( Monday, 26 January 2009 )