30/06/10

OLHAR PARA A CRISE NACIONAL

"Crise nacional

Creio que a maioria das pessoas ainda não percebeu bem esta crise – e
os economistas não estão a saber explicá-la com clareza.
É verdade, como se tem dito, que há uma ‘crise nacional’ e uma ‘crise internacional’.
Mas, depois desta evidência, a confusão que por aí vai é enorme.
Comecemos pela crise portuguesa.
Trata-se de uma crise profundíssima, potenciada por três factos
capitais: o fim do Império, a passagem da ditadura à democracia e a
entrada na União Europeia.
Tudo isso, que se pensava vir a ter um efeito benéfico na economia,
produziu de facto consequências devastadoras.
O fim do Império limitou-nos o espaço vital, cerceou-nos
matérias-primas e mercados, diminuiu-nos política e psicologicamente.
A passagem da ditadura à democracia (com o seu rosário de greves,
nacionalizações, perseguições, saneamentos, reivindicações laborais
insustentáveis, etc.) destruiu boa parte do nosso tecido económico.
A entrada na União Europeia e a abolição das fronteiras pôs-nos em
confronto com economias muito mais avançadas, acabando de liquidar o
que restava da nossa débil capacidade produtiva.
A crise internacional é de outra natureza.
Ela decorre da globalização e tem duas vertentes.
Por um lado, os produtos feitos no Ocidente começam a não ter
condições para competir a nível global com outros produzidos em países
(China, Índia, Coreia, etc.) onde os salários e as regalias laborais
são muitíssimo inferiores.
Por outro lado, as empresas tendem a transferir cada vez mais as suas
fábricas e serviços de Ocidente para Oriente – o que significa que no
Ocidente vai aumentar o desemprego e no Oriente vai acentuar-se a
procura de mão-de-obra.
E, em consequência disso, no Ocidente baixarão os salários, acabarão
muitas regalias sociais, numa palavra, será posto radicalmente em
causa o tipo de vida que se fez nos últimos 50 anos.
No Oriente, pelo contrário, os salários tenderão a subir e o nível de
vida crescerá.
Assim, a crise que hoje se vive no Ocidente é de natureza diferente
das anteriores.
Antes, eram crises de crescimento do capitalismo dentro da sua área
geográfica; agora, a crise tem a ver com a globalização do
capitalismo.
Repare-se que grande parte do planeta, que até pouco vivia fora do
sistema capitalista, aderiu à sociedade de mercado: basta pensar nas
adesões quase simultâneas da Rússia e da China para se ter uma ideia
do abrupto alargamento da área do capitalismo nos últimos anos.
Os grandes grupos multinacionais, que antes estavam limitados a um
determinado espaço territorial, hoje têm o planeta inteiro para
instalar os seus centros de produção – podendo procurar os salários
mais baixos, as melhores ofertas de mão-de-obra, as menores regalias
dos trabalhadores.
O planeta tornou-se um sistema de vasos comunicantes – onde, para uns
viverem melhor, outros vão ter de viver pior.
Para certas regiões subirem o nível de vida, outras vão
necessariamente perder privilégios.
Perante isto, perguntará o leitor: o que poderemos fazer para inverter
o estado das coisas?
Basicamente, não há nada a fazer.
Os factores que potenciaram a crise nacional são irreversíveis – e a
globalização não vai andar para trás.
Assim, vamos ter de nos adaptar à nova situação, o que significa de
uma maneira simples trabalhar mais e ganhar menos.
Os salários vão baixar (lenta ou abruptamente) entre 10 e 30%, os
horários de trabalho vão aumentar (com a abolição total das horas
extraordinárias), o 13.º e 14.º meses vão ficar em causa, a idade da
reforma também vai ser ampliada (para perto dos 70 anos), o rendimento
mínimo garantido vai regredir drasticamente, o subsídio de desemprego
também vai  diminuir, a acumulação de reformas vai ser limitadíssima.
Muitas ‘conquistas dos trabalhadores’ na Europa, obtidas no
pós-_-guerra, vão regredir.
As leis laborais vão ter de ser flexibilizadas.
O sistema de saúde não  vai poder continuar a gastar o que tem gasto.
Preparem-se, porque não vale a pena protestar.
O que não tem remédio, remediado está.
Dizia há dias, com graça, Ernâni Lopes, a propósito do subsídio de
férias: «Se dissessem a um americano: ‘Para o mês que vem não
trabalhas e ganhas dois ordenados’, ele não acreditava».
Pois  há muitos anos é esta a situação: não trabalhamos nas férias e
recebemos o dobro.
Isto vai acabar."
(By  José António Saraiva)

17/06/10

OS MEUS OLHARES > NA ROTA DA HISTÓRIA - Linha de Torres

2010.JUL.03 - CAMINHADA ALICIANTE

Os Municípios que mais se destacaram nas Guerras Peninsulares, aquando das invasões francesas, 1807-1810, estão empenhados em promover um percurso histórico de 13 km, para 200 caminheiros.
Está bem pensado e parece-me que estará ao alcance de todos, jovens e mais expeirentes (rsrs).
As inscrições estão abertas até ao dia 30 de Junho!
Vamos lá a marcar lugar...

10/06/10

HOLOCAUSTO EM ANGOLA?

SORUMBATICAMENTE FALANDO


Será que as verdades tendem 

em chegar sempre com alguns atrasos?



« " ‘Angola é nossa!’ "





Por António Barreto

SÓ HOJE ME CHEGOU ÀS MÃOS um livro editado em 2007, “Holocausto em Angola”, da autoria de Américo Cardoso Botelho (Edições Vega). O subtítulo diz: “Memórias de entre o cárcere e o cemitério”. O livro é surpreendente. Chocante. Para mim, foi. E creio que o será para toda a gente, mesmo os que “já sabiam”. Só o não será para os que sempre souberam tudo. O autor foi funcionário da Diamang, tendo chegado a Angola a 9 de Novembro de 1975, dois dias antes da proclamação da independência pelo MPLA. Passou três anos na cadeia, entre 1977 e 1980. Nunca foi julgado ou condenado. Aproveitou o papel dos maços de tabaco para tomar notas e escrever as memórias, que agora edita. Não é um livro de história, nem de análise política. É um testemunho. Ele viu tudo, soube de tudo. O que ali se lê é repugnante. Os assassínios, as prisões e a tortura que se praticaram até à independência, com a conivência, a cumplicidade, a ajuda e o incitamento das autoridades portuguesas. E os massacres, as torturas, as exacções e os assassinatos que se cometeram após a independência e que antecederam a guerra civil que viria a durar mais de vinte anos, fazendo centenas de milhares de mortos. O livro, de extensas 600 páginas, não pode ser resumido. Mas sobre ele algo se pode dizer.
O HORROR EM ANGOLA começou ainda durante a presença portuguesa. Em 1975, meses antes da independência, já se faziam “julgamentos populares”, perante a passividade das autoridades. Num caso relatado pelo autor, eram milhares os espectadores reunidos num estádio de futebol. Sete pessoas foram acusadas de crimes e traições, sumariamente julgadas, condenadas e executadas a tiro diante de toda a gente. As forças militares portuguesas e os serviços de ordem e segurança estavam ausentes. Ou presentes como espectadores.
A IMPOTÊNCIA OU A PASSIVIDADE cúmplice são uma coisa. A acção deliberada, outra. O que fizeram as autoridades portuguesas durante a transição foi crime de traição e crime contra a humanidade. O livro revela os actos do Alto-Comissário Almirante Rosa Coutinho, o modo como serviu o MPLA, tudo fez para derrotar os outros movimentos e se aliou explicitamente ao PCP, à União Soviética e a Cuba. Terá sido mesmo um dos autores dos planos de intervenção, em Angola, de dezenas de milhares de militares cubanos e de quantidades imensas de armamento soviético. O livro publica, em fac-simile, uma carta do Alto-Comissário (em papel timbrado do antigo gabinete do Governador-geral) dirigida, em Dezembro de 1974, ao então Presidente do MPLA, Agostinho Neto, futuro presidente da República. Diz ele: “ Após a última reunião secreta que tivemos com os camaradas do PCP, resolvemos aconselhar-vos a dar execução imediata à segunda fase do plano. Não dizia Fanon que o complexo de inferioridade só se vence matando o colonizador? Camarada Agostinho Neto, dá, por isso, instruções secretas aos militantes do MPLA para aterrorizarem por todos os meios os brancos, matando, pilhando e incendiando, a fim de provocar a sua debandada de Angola. Sede cruéis sobretudo com as crianças, as mulheres e os velhos para desanimar os mais corajosos. Tão arreigados estão à terra esses cães exploradores brancos que só o terror os fará fugir. A FNLA e a UNITA deixarão assim de contar com o apoio dos brancos, de seus capitais e da sua experiência militar. Desenraízem-nos de tal maneira que com a queda dos brancos se arruíne toda a estrutura capitalista e se possa instaurar a nova sociedade socialista ou pelo menos se dificulte a reconstrução daquela”.
ESTES GESTOS DAS AUTORIDADES portuguesas deixaram semente. Anos depois, aquando dos golpes e contragolpes de 27 de Maio de 1977 (em que foram assassinados e executados sem julgamento milhares de pessoas, entre os quais os mais conhecidos Nito Alves e a portuguesa e comunista Sita Vales), alguns portugueses encontravam-se ameaçados. Um deles era Manuel Ennes Ferreira, economista e professor. Tendo-lhe sido assegurada, pelas autoridades portuguesas, a protecção de que tanto necessitava, dirigiu-se à Embaixada de Portugal em Luanda. Aqui, foi informado de que o Vice-cônsul tinha acabado de falar com o Ministro dos Negócios Estrangeiros. Estaria assim garantido um contacto com o Presidente da República. Tudo parecia em ordem. Pouco depois, foi conduzido de carro à Presidência da República, de onde transitou directamente para a cadeia, na qual foi interrogado e torturado vezes sem fim. Américo Botelho conheceu-o na prisão e viu o estado em que se encontrava cada vez que era interrogado.
MUITOS DOS RESPONSÁVEIS pelos interrogatórios, pela tortura e pelos massacres angolanos foram, por sua vez, torturados e assassinados. Muitos outros estão hoje vivos e ocupam cargos importantes. Os seus nomes aparecem frequentemente citados, tanto lá como cá. Eles são políticos democráticos aceites pela comunidade internacional. Gestores de grandes empresas com investimentos crescentes em Portugal. Escritores e intelectuais que se passeiam no Chiado e recebem prémios de consagração pelos seus contributos para a cultura lusófona. Este livro é, em certo sentido, desmoralizador. Confirma o que se sabia: que a esquerda perdoa o terror, desde que cometido em seu nome. Que a esquerda é capaz de tudo, da tortura e do assassinato, desde que ao serviço do seu poder. Que a direita perdoa tudo, desde que ganhe alguma coisa com isso. Que a direita esquece tudo, desde que os negócios floresçam. A esquerda e a direita portuguesas têm, em Angola, o seu retrato. Os portugueses, banqueiros e comerciantes, ministros e gestores, comunistas e democratas, correm hoje a Angola, onde aliás se cruzam com a melhor sociedade americana, chinesa ou francesa.
PARA OS PORTUGUESES, para a esquerda e para a direita, Angola sempre foi especial. Para os que dela aproveitaram e para os que lá julgavam ser possível a sociedade sem classes e os amanhãs que cantam. Para os que lá estiveram, para os que esperavam lá ir, para os que querem lá fazer negócios e para os que imaginam que lá seja possível salvar a alma e a humanidade. Hoje, afirmado o poder em Angola e garantida a extracção de petróleo e o comércio de tudo, dos diamantes às obras públicas, todos, esquerdas e direitas, militantes e exploradores, retomaram os seus amores por Angola e preparam-se para abrir novas vias e grandes futuros. Angola é nossa! E nós? Somos de quem?
«Retrato da Semana» - «Público de 13 Abr 08"»
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Houve muita história mal contada sobre tudo aquilo que originou a debandada dos portugueses brancos que trabalhavam naquele país e que tinham lá todos os seus bens e que deixaram para trás!
Agora, o sr. Vasco Lourenço, aquando do falecimento do sr.  Rosa Coutinho, veio dizer que ele terá sido vítima de "calúnias". Terá sido apontado como responsável "injustamente ( ? )" por algumas coisas que se passaram  em Angola e que incentivaram à fuga total dos brancos. Portugal não conseguiu ainda fazer justiça e pedir responsabilidades, sobre tantas injustiças cometidas sobre os portugueses que tiveram que fugir de mãos vazias. 
Mas que terá havido responsáveis portugueses  poucos duvidarão...

08/06/10

VAMOS AGUÇAR OS APETITES


CREME DE LEGUMES COM GAMBAS 

Ingredientes para 4 pessoas:
3 c. sopa de manteiga
1 dente de alho picado
1 cebola as rodelas
1 cenoura picada
1 talo de aipo picado
1,2l de caldo de peixe
4 c. de sopa de vinho tinto
1 c. de sopa de polpa de tomate
1 folha de louro, sal, pimenta qb
600g de gambas cruas sem cascas
100g de natas batidas
Preparação:
  1. Derreta a manteiga num tacho grande, em lume médio. Refogue o alho e a cebola durante 3 min. Até a cebola ficar transparente.
  2. Adicione o caldo de peixe e o vinho tinto, a polpa de tomate e a folha de louro. Tempere com sal e pimenta e deixe cozinhar durante 20 min. Retire o tacho do lume deixe a sopa arrefecer durante 10 min. Retire a folha de louro e volte a colocar o tacho ao lume.
  3. Passe metade da sopa com a varinha mágica até obter um creme homogéneo. Volte a adicionar o preparado à restante sopa no tacho. Junte as gambas e deixe cozinhar em lume brando durante 7 min.
  4. Misture as natas e deixe cozinhar durante mais 2 min. Sirva imediatamente.
Bom apetite.......... mas cuidado com as dietas!

06/06/10

O PERIGO DAS LÂMPADAS DE BAIXO CONSUMO



EM PORTUGAL AINDA NINGUÉM TERÁ FALADO DISTO - MAS O MINISTÉRIO DA SAÚDE BRITÂNICO ALERTA 


Se o mercúrio é um mineral altamente tóxico, temos que estar prevenidos, para tomarmos os devidos cuidados quando manuseamos estas lâmpadas de baixo consumo.


ASSIM:
»» Se alguma lâmpada destas se partir, todas as pessoas que ocuparem o respectivo espaço têm que sair, pelo menos durante 15 minutos.  
»» O mercúrio nelas contido causa:
- Enxaquecas;
- Desorientação;
- Desequilíbrios; 
- E outros diferentes problemas de saúde, quando inalado
»» Outros cuidados a ter:
- Não aspirar os fragmentos e o pó dessa lâmpada, porquanto o aspirador ao ser usado noutras dependências da casa vai poluir o respectivo ar com o mercúrio.
- Os fragmentos devem ser limpos com vassoura ou escova normal e colocados num saco de plástico devidamente fechado e colocado no recipiente de lixo ou materiais perigosos. 
AVISO: O mercúrio é perigoso, mais venenoso do que o chumbo ou o arsénio.





30/05/10

OS MEUS OLHARES NO MOSTEIRO DOS JERÓNIMOS - LISBOA > I

O MOSTEIRO DOS JERÓNIMOS REPRESENTA O INSTANTE MAIS ALTO DO ORGULHO DE SER PORTUGUÊS


"Mandado construir por D. Manuel I, para festejar a descoberta do caminho marítimo para a Índia foi o culminar de um plano nacional que haveria de fazer deste pequeno reino um dos centros nevrálgicos da economia europeia.
Construído no antigo areal do Restelo, à beira do Tejo, o mosteiro foi parcialmente destruído durante o terramoto de 1755, que, no entanto, poupou a igreja.
Só pode entender a mensagem dos Jerónimos quem conhecer o tempo em que o monumento foi feito. A hora era de júbilo intenso. Representa o instante mais alto do orgulho de ser português. A viagem de Vasco da Gama podia fazer deste pobre reino, que o destino encravou como uma unha numa esquina estéril do planeta, um dos centros nevrálgicos da economia europeia. E não era um desfecho ocasional e feliz de uma aventura temerária. Era o ponto de chegada de um projecto de sucessivas gerações, iniciado pelo Infante D. Henrique cerca de 80 anos antes. É esse o "Hurra!" que os Jerónimos exclamam, é esse o Te Deum Laudamus que as pedras cantam." (...)
(By JHS in L.H.de Portugal > SRD)

18/05/10

DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS 2010

2010.MAI.18 - MUSEUS E O SEU DIA INTERNACIONAL
« Museu Nacional de Arte Antiga visto do Tejo-Lisboa-Portugal
Ainda bem que existe um Dia Internacional para estes espaços, que poderá contribuir para a maior divulgação de todas as obras que neles se expõem.
Haverá entradas livres, que ainda poderão ser aproveitadas no pouco tempo que ainda resta deste dia.

15/05/10

TALVEZ SEJA UM ATENTADO ÀS DIETAS

RECEITA DE SOUFLÉ DE QUEIJO

Ingredientes:

  • 2 xicaras de leite
  • 1 colher sopa de maisena
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • 100g de queijo parmesão ralado
  • 100g de queijo mozzarela em pedaços
  • sal
  • 3 ovos
  1. Leve ao fogo o leite com a maisena e cozinhe até engroossar sem parar de mexer.
  2. Retire do fogo,junte a manteiga e os queijos.acrescente uma pitada de sal e misture bem.
  3. Depois de deixar esfriar, junte as gemas e misture bem. Acrescente as claras batidas em neve, misturando delicadamente.
  4. Despeje numa forma para suflé e leve ao forno quente por 30minutos.
  5. Sirva bem quente.

Pronto a servir!

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13/05/10

BENTO XVI - NO ENCONTRO COM O MUNDO DA CULTURA - LISBOA




                                                                                                     ( Imagem colhida da Net)                     

OS PASSOS DE S.S. O PAPA EM PORTUGAL 

"Lisboa: Cadeira histórica para Bento XVI no encontro com o mundo da Cultura

Papa vai sentar-se numa cátedra feita em meados de 1700

No encontro com o mundo da Cultura, previsto para as 10h00 do dia 12 de Maio, no Centro Cultural de Belém, Lisboa, o Papa vai sentar-se numa cadeira feita em meados de 1700 para o 2º Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Manoel da Câmara (1754-1758).
A cadeira, de braços, reflecte bem o hibridismo por que se pauta a generalidade da produção de mobiliário português dessa época.
Peça executada no contexto das diversas encomendas destinadas ao novo edifício da Igreja Patriarcal de Lisboa, após o terramoto de 1755, poderá ser atribuída ao entalhador Silvestre de Faria Lobo, ou a um artífice do seu círculo de influência.
Conceituado mestre entalhador da Casa Real, com vasta actividade, por estes mesmos anos, ao serviço da Congregação Patriarcal, a ele se devem, com efeito, diversas peças para a nova Igreja.
De elegante sinuosidade, sem dúvida filiada nos modelos franceses das fauteuils do tempo de Luís XV, nela se reconhecem também anacrónicas estruturas de perfil rectilíneo.
Revestida a veludo carmesim e madeira dourada, especial destaque merece o trabalho decorativo do seu espaldar, com ornamentação entalhada de gosto rocaille, enquadrando o escudo do patriarca D. José Manoel da Câmara.
A peça pode ser vista em Lisboa, na exposição “A Igreja Lisbonense e os Patriarcas”, patente ao público no núcleo museológico do Mosteiro de São Vicente de Fora.
O Papa Bento XVI visita Portugal de 11 a 14 de Maio, com passagens por Lisboa, Fátima e Porto." «««««

08/05/10

CULINÁRIA QUE NOS FAZ SONHAR

Receita de Folhado de Bacalhau

Ingredientes:

  • Azeite q.b.
  • 3 Dentes de Alho picado
  • 1Cebola grande
  • Bacalhau desfiado
  • 1 Pacote de Natas
  • 1/2 Pacote de molho bechamel
  • Massa Folhada
  • Sal e Pimenta q.b.
  • Salsa e Coentros q.b

Preparação:

  1. Faça um refogado: corte as cebolas em meias luas finas e pique os alhos. Deite tudo para um tacho, junte o azeite e leve ao lume até a cebola ficar macia.
  2. À parte coza o bacalhau e desfie e guarde a água da cozedura do bacalhau. Deita-se o bacalhau no refogado e deixa-se tomar gosto.
  3. A seguir junte um pouco da água de cozer o bacalhau ao molho bechamel (na mesma quantidade do molho) , mexa bem para depois juntar ao bacalhau e deixar apurar bem. Tempere com sal, pimenta, salsa e coentros picadinhos.
  4. Finalmente deite as natas e deixe apurar em lume lento. Depois é só esticar uma placa de massa folhada e colocar no centro o recheio, pincelar com gema de ovo e levar ao forno.
  5. Leve ao forno a 210º durante 15 a 20 minutos.

Pronto a servir!

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01/05/10

CULINÁRIA ESPECIAL

RECEITA DE CROQUETTES DE BROCOLIS
Ingredientes:
  • 12 biscoitos tipo água e sal;
  • 120 g de queijo suíço ralado fino;
  • 2 claras levemente batidas;
  • 150 g de brócolis cozidos e picados;
  • 100 g de repolho cozido e picado;
  • 150 g de puré de batata
  • 1 colher (sopa) de margarina;
  • Sal e pimenta q.b.
Preparação:
  1. Pré-aquecer o forno a 180º. Unte uma assadeira (40x30) com margarina. Reservar.
  2. Coloque os biscoitos num saco plástico resistente e próprio para alimentos e amasse com um rolo de macarrão até triturar bem.
  3. Coloque em uma tigela, junte metade do queijo ralado, misture e reserve.
  4. Em outra tigela, junte o queijo ralado restante, as claras batidas, os brócolos, o repolho, o purê de batatas, a margarina, sal e a pimenta a gosto e misturar bem.
  5. Divida a mistura em 16 porções, modele com as mãos formando os croquetes e passe na mistura de biscoitos esmigalhados e queijo, envolvendo bem.
  6. Coloque os croquetes na assadeira, leve ao forno pré-aquecido e asse por cerca de 40 minutos ou até ficarem dourados, retirando-os de seguida. »»»»»»»»»»»»»»»»»»Pronto a servir!
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Mas há mais... Ver aqui

30/04/10

ONDE ESTÁ O AMOR?

AS BOAS RECORDAÇÕES

Quem serão estes três portugueses de sucesso?
Vemos que esta foto já terá alguns anos, pelo aspecto, costumamos dizer que terá passado as passas do Algarve.
Temos a certeza de que estes três cidadãos conseguiram animar milhares ou milhões de pessoas em todo o Mundo.
Vale a pena relembrar o seu vasto reportório.
« (Imagem colhida da Net)

27/04/10

DIA MUNDIAL DA ACTIVIDADE FÍSICA





2010.MAI.02 - OEIRAS, SEGURAMENTE, VAI ESTAR MOVIMENTADA.





Desfrutando de uma paisagem esplêndida sobre o Rio Tejo, Oeiras não podia, de forma alguma, ficar de fora destes eventos, pelos belos percursos de que dispõe na combinação perfeita entre a floresta e a água.
Será uma iniciativa a não perder, porque, além do convívio, cuidamos da saúde.

24/04/10

DOCE TENTAÇÃO

QUANDO QUEREMOS EMAGRECER E NOS TENTAM

Receita de Clafoutis de Cereja

Ingredientes:

  • 180gr de açucar
  • 2 colheres de sopa de amido de milho Maizena
  • 100gr de miolo de amêndoa moído
  • 4 ovos + 2 gemas
  • 6 colheres de sopa de natas espessas
  • 600gr de cerejas
  • açucar em pó para polvilhar
  • manteiga para untar

Preparação:

  1. Pré-aquecer o forno a 180º. Untar uma forma redonda ou uma assadeira com manteiga e polvilhar com um pouco de açucar. Reservar.
  2. Misturar muito bem o açucar com o amido de milho e as amêndoas moídas numa tigela grande. Juntar os ovos e as gemas, previamente batidos. Adicionar as natas e bater com uma vara de arames até a massa ficar ligada e homegénea.
  3. Espalhar as cerejas pela forma. Verter delicadamente a massa sobre as cerejas. Levar ao meio do forno por 20-25 minutos.
  4. Retirar o clafoutis do forno e polvilhar com um pouco de açucar em pó. e Deixe arrefecer.

Pronto a servir!

Será boa esta sobremesa depois do bacalhau com broa

22/04/10

BRASIL E PORTUGAL 510 ANOS DEPOIS



1500.ABR.22 - CHEGADA DOS PORTUGUESES AO BRASIL

«« (Fotos retiradas da Net)

Faz hoje 510 anos que os Portugueses aportaram à Costa Brasileira.

Reza a História:
"No dia 22 de Abril, de modo que não se sabe com certeza se foi acidental ou já premeditado - embora as recentes pesquisas historiográficas demonstrem que os portugueses tinham, no mínimo, alguns fortes indícios de haver terra no outro lado do Atlântico (graças à carta da viagem de Vasco da Gama) -, avistou-se terra chã, com grandes arvoredos: ao monte. Ao grande monte, Cabral baptizou de Monte Pascoal e à terra deu o nome de Ilha de Vera Cruz — posto que não se pensava ser uma terra muito extensa -; depois, descobriu-se ser um continente, denominaram-na Terra de Santa Cruz (hoje Porto Seguro, no Estado brasileiro da Bahia). Aproveitando os alísios, a esquadra bordejou a costa baiana em direcção ao norte, à procura de uma enseada, achada afinal pouco antes do pôr-do-sol do dia 24 de Abril, em local que viria a ser chamado Baía Cabrália. Ali permaneceram até 2 de maio, quando rumaram para as Índias, cumprindo finalmente seu objectivo formal de viagem, deixando dois degredados e dois grumetes que desertaram.

Chegada a Vera Cruz:

No dia 24 de Abril, Cabral recebeu os nativos no seu navio. Então, acompanhado de Sancho de Tovar, Simão de Miranda, Nicolau Coelho, Aires Correia e Pêro Vaz de Caminha, recebeu o grupo de índios que reconheceram de imediato o ouro e a prata que se fazia surgir no navio — nomeadamente um fio de ouro de D. Pedro e um castiçal de prata — o que fez com que os portugueses inicialmente acreditassem que havia muito ouro naquela terra. Entretanto, Caminha, em sua carta,[5] confessa que não sabia dizer se os índios diziam mesmo que ali havia ouro ou se o desejo dos navegantes pelo metal era tão grande que eles não conseguiram entender diferentemente. Posteriormente, provou-se que a segunda alternativa era a verdadeira.
O encontro entre portugueses e índios também está documentado na carta escrita por Caminha. O choque cultural foi evidente. Os indígenas não reconheceram os animais que traziam os navegadores, à excepção de um papagaio que o capitão trazia consigo; ofereceram-lhes comida e vinho, os quais os índios rejeitaram. A curiosidade tocou-lhes pelos objectos não reconhecidos - como umas contas de rosário, e a surpresa dos portugueses pelos objectos reconhecidos - os metais preciosos. Fez-se curioso e absurdo aos portugueses o fato de Cabral ter vestido-se com todas as vestimentas e adornos os quais tinha direito um capitão-mor frente aos índios e estes, por sua vez, terem passado por sua frente sem diferenciá-lo dos demais tripulantes.

Detalhe da A Primeira Missa no Brasil de Victor Meirelles (1861).

Índios tupinambás, gravura do século XVI.
Os indígenas começaram a tomar conhecimento da fé dos portugueses ao assistirem a Primeira Missa, rezada por Frei Henrique de Coimbra, em um domingo, 26 de Abril de 1500. Logo depois de realizada a missa, a frota de Cabral rumou para as Índias, seu objectivo final, mas enviou um dos navios de volta a Portugal com a carta de Caminha. No entanto, posteriormente, com a chegada de frotas lusitanas com o objectivo de permanecer no Brasil - e a tentativa de evangelizar os índios de fato -, os portugueses perceberam que a suposta facilidade na cristianização dos indígenas na verdade traduziu-se apenas pela curiosidade destes com os gestos e falas ritualísticos dos europeus, não havendo um real interesse na fé católica, o que forçou os missionários a repensarem seus métodos de conquista espiritual".

BRASIL E PORTUGAL, HOJE:

Podemos dizer que ambos os países vivem numa sã e fraterna harmonia. Portugueses e Brasileiros no Brasil ou em Portugal dedicam-se plenamente ao trabalho e convivem sem olharem ao sotaque linguístico ou às suas origens.
Ambos os países estão deveras empenhados no bem da humanidade, procurando cada qual, de um e do outro lado do Atlântico, pelo trabalho, consolidar um lugar de destaque no Mundo.  

20/04/10

AS PREOCUPAÇÕES DOS HOMENS

271800ABR2010 - NA FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN - LISBOA
Pensamos que irá ser muito interessante, pelo que irá merecer a nossa disponibilidade, para que possamos estar informados.
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««« (Os nossos agradecimentos ao Nosso Amigo J. Belo, pelo alerta)

17/04/10

UMA SOBREMESA FÁCIL

 

AS TENTAÇÕES PARA ESTRAGAR DIETAS

 

Receita de Salame de Chocolate


 Ingredientes:
  • 200gr Bolacha maria
  • 200gr Açúcar
  • 1 Ovo inteiro
  • 1 Gema de outro ovo
  • 125gr Margarina (derretida em banho maria)
  • 200gr Chocolate em pó

Preparação:
  1. Deita-se o açúcar e os ovos num recipiente e mexe-se bem, depois de mexido deita-se a margarina e de seguida o chocolate mexendo bem.

  2. Depois de bem misturado juntam-se as bolachas aos bocados.

  3. No fim de tudo coloca-se a massa num bocado de papel de alumínio e embrulha-se bem.
  4. Leve ao Frigorífico até ficar bem solido.
Pronto a servir! 

Ver +

13/04/10

UM GESTO DE AMIGO E UM CARINHOSO PRESENTE DE PÁSCOA

COMO É BOM A AMIZADE VIRTUAL TRAZER-NOS ALEGRIAS
É maravilhoso os amigos, mesmo distantes, adivinharem tudo aquilo de que gostamos. Como este nosso Querido Amigo "Lillo" de Itália, no regresso das férias da Páscoa presenteou-nos com esta bela música que nos enche a alma. Vale a pena ouvir a todo o momento. Esta música consegue entrar-nos pelo coração dentro e alegrar-nos nas horas de maior tristeza. Ela faz esquecer muitas das mágoas que por vezes nos atormentam. Obrigado Amigo.

28/03/10

DOMINGO DE RAMOS - 2010

281130MAR2010 - DOMINGO DE RAMOS - PARÓQUIA DO CACÉM - PORTUGAL
HOSSANA
Hossana, hossana ao Filho de David!
Hossana, hossana ao Filho de David!
Bendito o que vem em nome do Senhor!
Ele é o Messias, o Rei d' Israel!
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Evocando a entrada Messianica em Jerusalém, há dois mil anos (Mateus 21.1-11), entoando este cântico, que se celebrou a Procissão dos Ramos na Paróquia do Cacém, cidade de Agualva-Cacém - Portugal. Uma Cerimónia cheia de significado, que antecedeu a celebração Eucarística. A Igreja encheu-se de fiéis para também participarem na Aclamação do Senhor, exibindo cada um o seu ramo de oliveira, de alecrim ou de outras árvores. Vejamos algumas das maravilhosas imagens que colhemos.

25/03/10

ADEUS AMIGO

(242130MAR2010 - Igreja da Luz - Lisboa) ******************************************************************************************************************************************************************* QUANDO A ANGÚSTIA NOS OCUPA A MENTE ******************************************************************************************************************************** Amigo já partiste. Passei junto de ti para reter na minha memória a imagem da tua definitiva partida. Ali, naquele espaço, que, além de ter sido audível a tua esposa pronunciar o meu nome e como o teu tímpano também ainda terá registado, reparti com muitos dos nossos camaradas e com eles recordei a tua postura, educada, humilde e leal com que sempre nos trataste, numa infindável harmonia que sempre conseguiste implementar. Em ti, companheiro, colhi parte da mensagem que me orientou para a vida. Recordei aquele empurrão que me deste ao fundo da escada e que foi o primeiro impulso para que eu conseguisse trepar o resto dos degraus. Estive ali para te deixar o último abraço na esperança de que Ele nos consiga juntar de novo, um dia. Resta-me a resignação por te ver partir. Que Deus te chame à Sua presença e que te mantenha na Sua Infinita Luz. Adeus Querido Amigo João da C. Nobre!